Deu febre, e agora?
Muitos pais, e eu não me excluo dessa, preocupam muito quando os pequenos estão com febre. Mas o que é a febre? Segundo o renomado Dr. Drauzio Varella, em drauziovarella.com.br , “Quando o organismo é agredido por um agente externo ou por uma doença dos órgãos internos, o termostato pode elevar a temperatura dois ou três graus acima dos valores habituais, o que caracteriza a febre.” E ainda diz que, “Na verdade, a febre não é uma doença; é uma reação do organismo contra alguma anomalia. Também não é necessariamente um mal. Nas infecções, por exemplo, ajuda o sistema de defesa a livrar-se do agente agressor.”
Geralmente o que a gente entende por febre é que a criança está doente, mas na verdade o organismo já está trabalhando em produzir anticorpos para tratar os corpos estranhos que estão atuando na criança. Mas é claro que nós como pais temos muita preocupação com a febre. Febre muito alta pode dar convulsão, mas a febre constante pode ser motivo de problemas mais sérios. O que fazer?
Cada criança é de um jeito e tem suas particularidades. A primeira coisa que se deve fazer de imediato, quando algum sintoma associado à febre aparece na criança, é procurar um médico. A criança, principalmente as que são muito pequenas (abaixo de uns quatro, cinco anos), ainda não sabem expressar e falar o que estão realmente sentindo. E também é muito chato levar a criança por qualquer coisa ao médico. Então, com a nossa experiência, fizemos a regra dos 3 dias. Aqui em casa, quando as crianças ficam com febre, tratamos com chás, remédios caseiros, banhos e antitérmicos durante três dias. Se passar desses três dias e elas não melhorarem, procuramos um médico. Assim a gente não leva no médico “à toa” (como já aconteceu) e também não passa da hora de levar ao médico (a doença não está tão grave). Claro, como eu disse, cada criança e cada família são de um jeito, dessa forma que fazemos funciona para nós.
Mas quais antitérmicos podemos usar? É outro assunto que também depende muito do médico, e nós entendemos perfeitamente que não é certo fazer auto-medicação. No caso do antitérmico, como já passamos por várias situações em relação ao tratamento da febre e mal-estar, temos os quatro tipos aqui em casa: ácido acetilsalicílico, paracetamol (acetaminofen), dipirona e ibuprofeno. Claro, tivemos orientação médica sobre seus usos, e mantemos os medicamentos em casa para as ocasiões que achamos necessário. Vou explicar abaixo.
Ácido acetilsalicílico: por hora abolimos o uso desse medicamento. Com esse surto de dengue e zika rondando por aí, não o estamos usando, pois não é recomendado nesses casos. E também devido à relação do uso desse medicamento com a Síndrome de Reye, que é raríssima, mas muito grave, podendo levar a óbito. Em resumo, a combinação do ácido acetilsalicílico com o vírus da catapora ou da gripe (ou algum tipo de infecção viral) pode atingir o cérebro causando distúrbios de personalidade e diminuição do nível de consciência, e com o agravamento surge irritabilidade, vômitos, confusão mental, delírio e até coma, chegando à maior parte das vezes ao óbito. Apesar de ser rara, a freqüência dessa síndrome é maior em crianças menores de cinco anos. Então, pra que correr o risco, né?!
Paracetamol: não ficamos sem esse medicamento. Ele nos foi indicado pela pediatra praticamente desde quando nossos filhos nasceram, pois é o que se pode usar para tratar febre em bebês abaixo de seis meses de vida (nossos pequenos deram febre um pouco mais alta aos 3 e 2 meses de vida, respectivamente). Também é o que a médica nos recomendou usar quando os dentinhos estavam nascendo, pois ele alivia a dor e alguma possível febre baixa que ocorre nessa fase. O paracetamol é bem tranqüilo, foi o que a minha obstetra também recomendou quando eu estava gestante. Para minhas crianças, ele não resolve muito para febres altas, próximas a 39°, mas para dor é muito bom. O legal do paracetamol, é que ele também tem ação anti-inflamatória, e é o medicamento com menos incidência a efeitos colaterais, se usado corretamente. Assim como qualquer outro medicamento, ele deve ser usado de forma consciente e deve ser orientado pelo médico.
Dipirona: na nossa experiência com nossos filhos, é o melhor para cortar febres altas. Como ele é o único que resolve para nossas crianças quando a febre está alta, o usamos com menos freqüência. Ele tem um efeito rápido, é analgésico, mas diferente do paracetamol e do ibuprofeno, não tem ação anti-inflamatória. Como os outros medicamentos, deve ser orientado pelo médico e usado nas doses corretas.
Ibuprofeno: é nossa segunda opção para tratar febres mais altas. Ele também tem ação anti-inflamatória, como o paracetamol, ação analgésica e antitérmica. Usado de forma correta, é um bom medicamento, cumprindo sua função. Para nossas crianças, é a segunda opção para diminuir a temperatura quando está muito alta, mas não tem o mesmo efeito que a dipirona. Costumo ter um na bolsa das crianças para caso ocorra alguma eventualidade, pois é prático para carregar. Mas também uso da forma como a pediatra orientou, que é sempre o correto, procurar antes o profissional qualificado.
Enfim, pela nossa experiência, hoje tratamos com os três tipos de antitérmicos os diferentes sintomas que nossos pequenos apresentam em caso de febre, usamos o mais adequado para cada sintoma por já conhecermos a reação deles com os medicamentos. Nunca usei nenhum deles sem a recomendação e orientação da pediatra, para não acarretar problemas, pois é muito sério o uso indiscriminado de qualquer medicamento. Também é muito importante ler a bula antes de medicar seus filhos, nós sempre temos esse cuidado.
A criança precisa de muito amor e carinho quando está doente, precisa ingerir bastante líquido e tentar se alimentar bem, fazer os repousos necessários, para que não fique só dependendo de medicamentos para curar, pois o medicamento é só um apoio para o tratamento.
Vocês também tomam esse cuidado todo na hora de medicar seus pequenos? E como é a relação de vocês com o pediatra?
Pra quem não leu, temos um post anterior sobre Dr. Lamare, vale a pena conferir!
Um forte abraço a todos e muito carinho com os pequenos!
Ser mãe...
Criança tem que ser criança
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